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Setor de máquinas pede incentivos para crescer /
O governo indicou estar atento ao pedido do setor de máquinas e equipamentos nacionais por incentivos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou ontem que o setor é fundamental para o crescimento da indústria brasileira e defendeu a criação de um programa semelhante ao já existente Inovar Auto, direcionado ao ramo automotivo.

"O consumo de máquinas tem crescido no Brasil, mas a produção nacional não tem acompanhado", afirmou o ministro, após reunião com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.

O governo vai estudar as sugestões da Abimaq para aumentar a participação das máquinas produzidas no país no total dos bens de capital consumidos. Uma das possibilidades seria o programa "Inovar Máquinas", elaborado pela Abimaq e que propõe desoneração de empresas que fabricam máquinas com conteúdo nacional. O ministro disse que a criação "de um regime como o Inovar Auto demandaria tempo", mas afirmou que o governo tem um calendário permanente com a Abimaq.

Para Pimentel, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi penalizada por muito tempo por um câmbio desfavorável. E ainda que a recuperação recente do dólar tenha "ajudado bastante", na sua avaliação, ela não foi suficiente, assim como também acredita que "taxar o importado, simplesmente, não resolve".

Segundo o ministro, o governo também trabalha para uma prorrogação das linhas de crédito com condições especiais para a compra de máquinas e equipamentos, que fazem parte do Programa de Sustentação do Investimento. Previsto para terminar em dezembro, o mecanismo vem impulsionando as vendas do setor.

Entre os pedidos feitos ontem pela Abimaq estão medidas que restrinjam importações de máquinas usadas. Segundo Aubert Neto, muitos produtos importados não cumprem as mesmas exigências feitas aos produtores nacionais. O setor também pediu aumento do controle da importação de máquinas para uso exclusivo do importador. Esses itens pagam imposto de 2% para entrar no país ante 14% dos demais. Também foi solicitada uma maior exigência de conteúdo nacional em máquinas compradas com recursos públicos, além da restrição de licenças automáticas para importação.

Fonte: www.acobrasil.org.br