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Setor de construção perde fôlego /
O Índice de Atividade da Construção Imobiliária (Iaci), que leva em conta a soma da metragem dos imóveis em obras no país, registrou queda acumulada em 2014 de 5,7% no Brasil. Em Minas Gerais, o indicador apresentou queda ainda mais expressiva: de 20,77% em comparação a 2013, segundo a pesquisa que compõe o Monitor da Construção Civil, realizada pela Tendências Consultoria Integrada em parceria com a Criactive.

Com isso, o setor atinge patamares inferiores ao de 2009, ano que já apresentava um baixo nível da atividade do setor de construção imobiliária. Em dezembro, o Iaci estadual recuou 5,66% em relação a novembro, considerando os dados livres de efeitos sazonais.

Em dezembro, o Iaci-L do Estado também manteve a tendência de queda. O total de área útil lançada em Minas Gerais recuou 26,77% em relação a novembro (considerando dados com ajuste sazonal).

De acordo com a avaliação de Rayane Conde, responsável pelos estudos, projetos e pareceres da Tendências Consultoria Integrada, a deterioração da confiança dos agentes econômicos no ano de 2014 foi responsável por boa parte do fraco desempenho nas atividades da construção imobiliária.

"A incerteza sobre as perspectivas econômicas tem afetado fortemente as decisões de aquisição de imóveis e de investimentos dos empresários. Além disso, o baixo nível das atividades também é reflexo da expressiva diminuição dos lançamentos em 2012", afirmou Rayane.

No país, o Iaci de dezembro recuou 1,5% em relação a novembro. Conforme o MCC, a dinâmica negativa, resultado da queda na confiança dos agentes econômicos, ocorreu principalmente nas fases finais da construção.

Já o quarto trimestre do ano fechou com queda de 13,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, e de 5,2% em relação ao terceiro trimestre, considerando o ajuste sazonal. O Iaci-L mostrou aumento de 52,4% em outubro comparativamente a setembro, considerando a série livre de efeitos sazonais. O indicador, no entanto, ainda está 8,6% abaixo de mesmo período no ano passado.

Estagnação - Os números do MCC ajudam a explicar o fraco resultado do setor em 2014. Pelo segundo ano consecutivo, o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria da construção civil de Minas Gerais ficou estagnado. Embora os números oficiais do setor ainda não tenham sido divulgados, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) afirmou, no fim do ano passado, que o PIB do segmento cresceria apenas 0,5% em 2014, seguindo a tendência de estagnação.

Segundo o Sinduscon, as expectativas para 2015 também não são otimistas. Para a entidade, sem estímulos do governo federal e confiança na economia nacional, o empresário não voltará a investir e neste ano poderão ocorrer demissões em massa no segmento, historicamente um grande gerador de postos de trabalho no país e no Estado